Coopersulca - Cooperativa Regional Agropecuária Sul Catarinense

Exportadores de arroz querem manter mercados em 2010 03/12/2009


Representantes das indústrias de arroz estiveram em Brasília, com o objetivo de manter o nível das exportações do produto e tentar evitar, de alguma forma, que a queda do dólar ante o Real prejudique as vendas externas que começaram a se consolidar nos últimos quatro anos. Além de reuniões com representantes de embaixadas de países da África, os industriais estiveram também no Ministério das Relações Exteriores, com técnicos da área de política agrícola. A meta é romper barreiras sanitárias e tarifárias e ampliar o leque de países importadores do arroz brasileiro porque, com o dólar baixo, exportar estará mais difícil. Os exportadores de arroz (indústrias, cooperativas, tradings e até produtores, isoladamente) estão buscando condições para incrementar o mercado. A comitiva esteve nas embaixadas da Nigéria e de Trinidad e Tobago. Se nada for feito, o risco de perder mercados crescerá no médio e no longo prazo e outro país ocupará o espaço deixado pelo Brasil. O foco na África se dá pela maior proximidade dos países do continente. O Brasil tem vocação para a África. No caso da Nigéria, a balança comercial entre os dois países é favorável à nação africana. A meta é reduzir um pouco esse desequilíbrio. A produção nacional de arroz na próxima safra 2009/2010 está estimada em 12,120 milhões de toneladas, das quais 727 mil toneladas foram exportadas de março a outubro deste ano (ano-safra 2008/2009). Apesar de pequenas em relação ao consumo doméstico do produto, as vendas externas registraram forte ascensão nos últimos anos, passando de 92,2 mil toneladas exportadas no ciclo 2003/2004, para 789,9 mil toneladas no ano-safra 2007/2008.
 

Desenvolvido por: Virtualiza