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ARROZEIROS DO SUL DO BRASIL DISCUTEM ACRISE E PERSPECTIVAS PARA O ARROZ

08/02/2018
ARROZEIROS DO SUL DO BRASIL DISCUTEM ACRISE E PERSPECTIVAS PARA O ARROZ
1.500 arrozeirros no Centro De Eventos

ARROZEIROS DO SUL DO BRASIL DISCUTEM ACRISE E PERSPECTIVAS PARA O ARROZ

 

Arrozeiros da região sul do Brasil estão buscando soluções para a crise do setor em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

Um Workshop  foi realizado no dia 06 de fevereiro no Centro de Eventos de Turvo em Santa Catarina,  reuniu mais de 1500 arrozeiros gaúchos e catarinenses. Com o tema  “A crise do arroz irrigado: agravamento e perspectivas”. Os presidentes e representantes das entidades promotoras do encontro, discutiram temas como tendências de mercado do arroz irrigado no país e as influências do Mercosul no mercado brasileiro.

Ouvindo os arrozeiros a maioria é unânime em afirmar que a classe está se mobilizando com intuito de brigar por melhores condições competitivas, e garantia de preços para poderem continuar produzindo arroz.

O workshop foi uma iniciativa da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Arroz do Estado de Santa Catarina em conjunto com Sindarroz/SC, Brazilrice, Cooperjuriti, Cravil, Copagro, Cooperja, Coopersulca, Federarroz/RS e a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina.

O resultado do encontro foi a aprovação de um documento intitulado “CARTA ARROZ DE SANTA CATARINA” contendo um relato detalhado das dificuldades enfrentadas pelo setor no momento, propondo para o governo federal ações imediatas para conter a crise do setor e ações estruturantes a longo prazo.

Segue abaixo o conteúdo da carta:

 

MOVIMENTO PELA SOBREVIVÊNCIA DA ATIVIDADE ARROZEIRA DE SC

 

                                   CARTA ARROZ DE SANTA CATARINA

                                  

O arroz é a principal fonte de carboidratos dos brasileiros e, na maioria das vezes, o único alimento dos mais pobres, justamente por ser um produto de baixo preço.

Precisa ser visto e tratado como produto de segurança alimentar para o nosso povo.

No entanto, é a cultura que mais perde área de plantio no Brasil, tendo sido reduzida de 6 milhões de hectares (safra 87/88) para 1,9 milhões de hectares ( safra 2017/2018), 68% de redução, consequência da baixa viabilidade econômica da atividade  resultando em pouca atratividade.

 Esta diminuição de área sofreu forte influência a partir da criação do Mercado Comum do Cone Sul (MERCOSUL), data a partir da qual o Brasil teve sua área reduzida em 50%, enquanto a Argentina aumentou  em 80%, o Uruguai 100% e o Paraguai

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